publicado dia 30/08/2017

Relembre Pixote, um caso de 30 anos que retrata a situação de rua de crianças e adolescentes

por Ariel de Castro Alves

Nesta edição do canal “Entenda o ECA”, Ariel de Castro Alves relembra o brutal assassinato do protagonista do filme Pixote e comenta como o ECA trata de crianças e adolescentes em situação de rua.

Para esclarecer dúvidas e oferecer formação a distância sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Rede Peteca convidou o advogado Ariel de Castro Alves, um dos principais nomes do país na defesa dos direitos da infância e da adolescência, para a coluna “Entenda o ECA”.

Mensalmente, o especialista comenta em vídeos os artigos do Estatuto e responderá aos questionamentos dos leitores da Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil. Nesta edição, o advogado relembra Pixote, um caso de 30 anos que retrata a situação de rua de crianças e adolescentes.

A lei do mais fraco

Há 30 anos, no dia 25 de agosto de 1987, o ator Fernando Ramos da Silva, o Pixote, do filme “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), do diretor Hector Babenco, foi morto pela polícia, na periferia de Diadema, município da Grande São Paulo.

O filme foi um marco na sociedade brasileira e também no próprio movimento da infância e juventude, nos anos 80, pois mostrava a realidade de milhares de crianças e adolescentes, que persiste até hoje”, comentou Alves.

A película mostrou a realidade cruel de exposição à violência de crianças e adolescentes em situação de rua. Foram selecionados meninos que moravam em bairros pobres e estavam em algum tipo de situação de risco, mas que já tinham alguma ligação com atividades culturais.

Resenha do filme “Pixote – a Lei do Mais Fraco”, publicada à época do lançamento do filme. Crédito: Biblioteca Nacional/Arquivo.

“Fernando foi consagrado pelo excelente trabalho, mas infelizmente a história dele repetiu a história do cinema. Sete anos depois, ele foi assassinado por policiais, que chegaram a ser expulsos da polícia militar, sofreram condenação, mas nunca ficaram presos”, disse o advogado.

Para saber mais sobre a história de Pixote e como o ECA, a partir de 1990, tornou-se o marco da proteção dos direitos de crianças e adolescentes,  assista ao vídeo, compartilhe e participe! Deixe sua mensagem no canal do YouTube da Rede Peteca ou na caixa de comentários desta página (coluna à esquerda). Faça parte da nossa Rede.

A lei e a realidade do ECA, 27 anos depois