publicado dia 15/01/2018

10 sugestões para debater a questão de gênero em sala de aula

por Débora Garofalo

Olá! Quero iniciar o texto deste mês, desejando a você querido leitor um Ano-Novo de muitas conquistas e vitórias e que possamos avançar cada vez mais na luta pelos direitos humanos!

Sou docente há 13 anos da rede pública de ensino de São Paulo. Ao longo desse período, já vivenciei muitas situações em sala de aula, o que me faz ter a certeza de que é necessário reflexão e inclusão dos direitos humanos no currículo escolar. E quero compartilhar com vocês como discutir gênero na escola.

Leciono em uma comunidade muito simples, que sofre com várias questões sociais. Entre elas, ainda estão a vulnerabilidade em relação as mulheres acometidas com a violência, machismo, falta de igualdade de direitos, soberania sobre seus corpos e combate à violência de gênero.

Crédito: Shutterstock

Temos a  oportunidade de transformar esse tema em currículo.

Junto com os alunos, planejei ações pautadas em alguns pilares, como: sentir, imaginar, fazer e compartilhar – inserindo a temática nas aulas, com intuito de promover o respeito à diversidade.

A escola é uma grande aliada ao combate destes temas, por ser um espaço propício ao diálogo e também a transformação social, trabalhando e combatendo as desigualdades entre os gêneros.

O assunto gera uma série de polêmicas, sendo necessário que as escolas e educadores promovam ações sobre a discussão de gênero, fortalecendo a equidade.

Abaixo, reuni alguns passos para você inserir o tema na sala de aula. Vamos lá!

Aborde temas como: direitos das mulheres, machismo, feminicídio, lesbofobia, transfobia, homofobia.

Selecione textos, filmes, livros, casos reais e promova o diálogo.

Vivencie essas histórias com os estudantes. Realize atividades de sensibilização.

Seguem, abaixo, dicas de alguns filmes:

  • Histórias Cruzadas (Tate Taylor, 2011)
  • Renascimento do Parto (Eduardo Chauvet, 2010)
  • Terra Fria (Niki Caro, 2006)
  • O Silêncio das Inocentes (Ique Gazzola, 2010)
  • Minha Vida em Cor de Rosa (Alan Berliner, 1997)

Crie conexões com histórias de mulheres da comunidade escolar

Realize com estudantes produções de questões para entrevistar as mulheres da comunidade.

Planeje uma aula externa, converse com mulheres do bairro e também da escola. Registre esses momentos através de gravação e áudio e vídeo.

Produza com os discentes um curta-metragem e ou um documentário. No celular, por meio da loja virtual, é possível baixar aplicativos gratuitos e realizar um filme. Seguem, abaixo, duas sugestões:

Pelo computador você pode utilizar softwares gratuitos, abaixo duas sugestões, onde ambos são intuitivos:


Integre a escola e a comunidade

Realize palestras sobre os temas. Convide a comunidade escolar e do bairro para prestigiar esse momento e parceiros externos, ONG e órgãos públicos para ministrar a palestra na unidade escolar.

Incentive os estudantes a conversarem sobre os temas e ministrarem oficinas. Esta é uma ótima forma de internalizar os conhecimentos e trazer e envolver a comunidade na escola.


Promova atividades significativas

As atividades devem ser envolventes. Que tal utilizar as tecnologias como aliadas?

Crie campanhas de sensibilização pelas redes sociais, usando uma hashtag.

Realize exposição de fotos sobre as mulheres da comunidade escolar e conte um pouco sobre suas histórias. Convide para a sala de aula, referências femininas para contar sobre suas histórias.

Trabalhar de forma prática e significativa desenvolve competências e habilidades comunicativas, integra a análise linguística, leitura, escuta, produção oral, textual, associando ferramentas digitais, transformando o ensino em integral, fortalecendo a educação em direitos humanos, valorizando e respeitando a diversidade.

E vocês, queridos professores, como trabalham com a temática de gêneros? Compartilhem sua experiência conosco aqui nos comentários.

Um grande abraço! 

Como a Cultura Maker permite trabalhar a questão de gênero na sala de aula?