Adolescentes na luta por direitos

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O que geralmente ocorre nas discussões sobre direitos humanos de crianças e adolescentes é exatamente o inverso do que deveria acontecer. A “adultocentralização” e a falta de inclusão dos adolescentes nos espaços de direitos tornam essa luta não tão completa.

O direito à participação é a mãe de quase todos os outros direitos. Por exemplo, não existe direito à educação sem que haja a participação do aluno. O mesmo ocorre em relação à saúde, ao esporte e até mesmo ao direito de ser adolescente.

Felipe-Caetano-Jovem-Atuante-Rede-Peteca-Chega-de-Trabalho-Infantil

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Quando se pensa em criminalizar ou até mesmo ridicularizar os movimentos feitos por adolescentes, além do direito a participar, é a democracia que está sendo jogada no lixo, pois é exatamente isso que falta, a democratização dos espaços para os adolescentes. Nós precisamos saber que esses espaços existem e, principalmente, neles dizer quais são nossas necessidades!

Quando um adolescente participa, o mundo participa junto, fazendo com que o discurso barato de que “adolescente é o futuro” caia! Precisamos ser tratados como prioridades no presente, expressar nossas ideias, pensamentos e realidades, representadas por nós mesmos, e não pelas vozes de adultos que nunca chegam a nossos ouvidos.

Nós queremos viver em uma sociedade em que não tenhamos que agir ou falar como adultos para começarmos a ser ouvidos. Não importa se vamos falar certo ou errado, só queremos que nos ouçam, tá ligado?!

Não falem de mim sem mim. Falem de nós, conosco”.

Felipe Caetano

Quer ser um mobilizador contra o trabalho infantil? Felipe Caetano, de 15 anos, pode te ajudar