publicado dia 05/03/2018

Direitos Humanos: estratégias para promover uma cultura democrática nas escolas

por Débora Garofalo

Não tem volta, é necessário trabalhar a educação em direitos humanos na sala de aula, garantindo dignidade, conhecimento e uma educação integral.  Esses são os ingredientes para construir a igualdade, qualidade, diversidade e a democracia.

Para mediar o debate é necessário criar uma cultura, a do dialogo, a fim de proporcionar autonomia e redução da violência dentro das unidades escolares. E nem sempre esta é uma tarefa fácil.

Abaixo, deixo algumas sugestões para iniciar o desenvolvimento dos trabalhos, pautados e orientados para assegurar da teoria à prática escolar, a fim de transformar mudanças nas vidas de crianças e jovens.

Vamos lá!?

Diálogo

É necessário acrescentar no projeto político pedagógico, PPP, a educação em direitos humanos. Promover assembleias de convivência, ouvir os alunos, professores, gestão, funcionários, as famílias, as pessoas do bairro. Apontando os principais problemas existentes na vivência da comunidade escolar, exercitando o direito, opinião, liberdade, identidade, o pertencimento a escola.

É fundamental priorizar a voz dos alunos e trabalhar com resoluções de problemas. O trabalho com projetos e questões relativas à escola e ao entorno favorecem as relações humanas e diminuem os índices de violência.

Identidade Cultural

É primordial contextualizar a luta pelos direitos humanos, não apenas abordando dados e leituras, apresentando na prática lutas e trabalhos pedagógicos que levam a ação e uma identidade cultural da unidade escolar, contando histórias, trazendo pessoas de referências, realizando mobilizações, traçando a cultura e o tempo histórico social da unidade escolar.

Posição

É muito importante o professor colocar os pontos favoráveis e não favoráveis em relação a alguma questão, abrindo esse tema para o diálogo com os discentes. Trazer exemplos, favorece a construção de opinião e criticidade nos estudantes.

Referências

Outro ponto benéfico é a busca por referências no trabalho argumentativo, exemplos que possam dialogar, trazer novos pontos de vista. Fiz isso: ao debater com meus alunos o trabalho infantil, convidei a Rede Peteca, que levou a promotora pública Elisiane Santos – do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP), para conversar com os estudantes, colocando novos pontos de vista sobre o tema e esclarecendo outros do ponto de vista legal.

É possível apresentar literatura e outros materiais, inclusive midiáticos, como músicas, jogos, vídeos e referências locais, como convidar moradores do bairro para conversar com os estudantes.

Integração comunidade e escola

As dinâmicas precisam contemplar os vários atores da escola, favorecendo o diálogo dentro e fora da comunidade escolar. É fundamental criar condições para que haja o consenso, mas também o dissenso.  A escola tem de estar aberta para ouvir opiniões semelhantes e contraditórias de opiniões, reforçando que é essa a base para a construção de uma cultura democrática.

Todas as ações acima, favorecem a formação e a disseminação de práticas em uma educação norteada nos direitos humanos, privilegiando ações na escola e atividades que estimulem a colaboração, solidariedade, companheirismo e a cidadania, favorecendo redução de índices de violência e estabelecendo formação de pessoas conhecedoras de seus direitos e deveres e da importância de se respeitar a dignidade humana.

E você querido gestor e ou educador, como lida com esta temática em sua escola. Compartilhe aqui conosco nos comentários, fortalecendo práticas e trabalhos pedagógicos.

10 sugestões para debater a questão de gênero em sala de aula